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Já antes de Hertzl,
existia em Eretz Israel (a Terra de Israel) um movimento de
mulheres que trabalhavam, de forma não muito organizada, junto
aos pioneiros do movimento chalutziano. Estas mulheres
acompanhavam os seus homens na dura tarefa de viver na Palestina
daquela época, na ânsia de contribuir com o seu trabalho para a
melhoria das condições de vida ali existentes.
Quando se fundou a Organização Sionista, em 1897, as
mulheres que se encontravam em Eretz Israel possuíam liderança e nem
recebiam proteção especial.
Antes da primeira guerra mundial as mulheres
sionistas da Inglaterra, querendo fazer algo especificamente
feminino, formaram um círculo no qual tomaram parte
personalidades como Olga Alman, Edith Eder, Rebeca Sieff, Vera
Weizmann e Lady Samuel.
Em 1917 o sionismo experimentou a maior das
esperanças com a Declaração Balfour, pela qual a Inglaterra via
com simpatia a criação de um lar judaico na Palestina. Com
a finalidade de abranger um maior número de mulheres
judias, foi criada, a 2 de janeiro de 1919, a Federação de
Mulheres Sionistas da Inglaterra ( Federation of Woman Zionist
). Na constituição da FWZ encontrava-se uma cláusula
proposta por Olga Alman estipulando que, no momento
oportuno, seria convocado um congresso internacional de mulheres.
E, setembro de 1919, Rebeca Sieff, presidente da
FWZ, Edith Eder e Vera Weizmann visitaram a Palestina entrando em
contato com as mulheres judias do país e se inteiraram das
dificuldades e necessidades com as quais o mundo feminino ali se
defrontava.
As tarefas fundamentais que deveriam ser realizadas para
obter uma melhoria no nível de vida eram:
1.Assistir a mulher nas condições primitivas em que se
encontrava;
2.Dar à mulher a possibilidade de um treinamento
apropriado, assegurando o seu bem-estar e o de seus filhos,
convertendo-a num membro útil da comunidade, capaz de auxiliar na
colossal tarefa de criar um Lar Judaico.
Ao voltar da Palestina, Rebeca Sieff, Edith
Eder e Vera Weizmann estudaram os vários problemas com suas
colegas Romana Goodman e Henriette Irwell. Essas reuniões levaram
à convocação de um Congresso Internacional no dia 11 de julho de
1920, no Hotel Russel, em Londres, Congresso no qual tomaram parte
delegadas da Alemanha, Holanda, Estados Unidos e Palestina.
Pela primeira vez na história do sionismo
convocava-se uma reunião internacional de mulheres judias para
discutir os proble- mas específicos da mulher e a sua
responsabilidade na construção do Estado Judeu.
Neste congresso foi fundada a "Women's International
Zionist Organization" - WIZO - que é justamente a primeira
organização feminina judaica do mundo.
A WIZO é uma organização apartidária de mulheres
sionistas, cujo programa consiste em promover o bem-estar da mulher
e da criança e pode ser, portanto, considerada como uma participação
da mulher judia no movimento restaurador de seu povo.
Hoje, as resoluções adotadas em 1920 ainda permanecem
válidas. O trabalho abrange dois setores:
1. Atividades na Diáspora (Golá) - desenvolver no
mundo inteiro o sentimento de solidariedade e responsabilidade para
com a reconstrução do Lar Nacional Judaico;
2. Atividades em Eretz Israel: (a) treinamento de
mulheres e jovens para um trabalho produtivo, (b) criação de um
serviço de assistência social para a mãe e a criança, (c)
colaboração com o K.K.L. para a redenção do solo, (d) colaboração
com o Keren Hayesod, prestando assistência ao trabalho de
colonização.
Na época de sua fundação a WIZO era
constituída de 4.000 sócias e a sua primeira Federação foi a
Inglesa, seguindo-se logo depois a Romena e, sucessivamente, as
outras. Já em 1931 possuía 40.000 sócias e hoje está vasta rede de
mulheres abrange 54 Federações e 250.000 sócias espalhadas em todo o
mundo.
Durante a 2ª Guerra Mundial, foram aniquiladas
pelos nazistas 14 Federações européias, algumas das quais foram
posterior- mente reorganizadas.
Devido a este terrível conflito mundial, durante sete
anos os trabalhos de nossa organização foram parcialmente
interrompidos, mas já em 1946 convocou-se um Congresso na Basiléia
durante o qual se deu o emocionante reencontro de antigas
companheiras de trabalho. Podemos constatar, com orgulho, quão
grande foi o desenvolvimento alcançado. Federações novas ocupam o
lugar daquelas que desapareceram e hoje há, na América Latina,
70.000 mulheres agrupadas em 32 Federações e Centros WIZO.
O Executivo da WIZO Mundial é composto de 42
membros, 20 residentes em Israel, 10 na Diáspora, estes últimos
eleitos ad-personam; automaticamente as 12 presidentes das maiores
Federações mundiais integram o Executivo Mundial. Da América Latina
fazem parte: Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.
A presidente da WIZO Mundial é eleita por um
Congresso convocado para este fim, sendo que sua função é
representativa. É ela que preside as sessões plenárias anuais da
organização e convoca os Congressos Ordinários e Extraordinários.
Em sua primeira reunião o Executivo designa suas Chairperson
que é a sua Diretoria Executiva. Este Executivo reúne-se em Israel
de duas a três vezes por mês. O trabalho corrente é realizado por
cada departamento, cujas diretorias são eleitas em uma das primeiras
sessões do Executivo que se segue ao Congresso. |