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A comunidade judaica do Brasil que, de acordo com sua população,
ocupa o segundo lugar entre as comunidades sul-americanas,
desenvolveu-se muito entre as duas guerras mundiais. É justamente
nesse período que foi fundada a WIZO.
O primeiro núcleo foi criado no Rio de Janeiro, em 1926. Logo
após foi criado outro núcleo em São Paulo. Em 1942 a WIZO começou a
funcionar com a autorização da Cruz Vermelha Brasileira, quando
foram fundados centros em Curitiba, Recife, Porto Alegre e, logo
depois, em Belo Horizonte e Salvador. Depois surgiram os centros de
Belém e Manaus. Em 1946 realizou-se a primeira convenção do
Centro São Paulo, que reuniu delegadas de todos os centros para
elaborar planos do futuro trabalho. Nesta ocasião foi
fundada a Federação WIZO do Brasil que começou a funcionar dividida
em dois setores: os departamentos de Organização, Cultura e Finanças
ficaram no Rio de Janeiro e os de Campanha e da Revista Corrente, em
São Paulo.
Em
novembro de 1947 foi publicado o primeiro número da Revista Corrente
que, até os dias de hoje, se constitui em um dos mais importantes
elos entre as chaverot de todos os estados brasileiros, em
especial para aquelas que vivem em cidades afastadas dos centros
urbanos. Em 1951, após participarem de um congresso em Israel,
algumas chaverot tomaram a iniciativa de adotar uma instituição para
acompanhar o seu desenvolvimento. Escolheram o Instituto Maya
Rosemberg, em Rehovot. Em 1962, em ocasião do Kinus realizado no Rio
de Janeiro, os dois setores foram reunidos sob uma única direção,
tendo como sede do Executivo a cidade de São Paulo, escolhida
por votação. Em 1996 a sede foi transferida para o Rio de Janeiro,
onde permanece até hoje. |